segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jung e o grande público


Hoje todo mundo conhece Jung. É verdade, vejo não sei quantas citações em áreas as mais diversas... Bom, sabem da existência dele. Mas nem sempre foi assim. Mesmo quando construiu a casa ao lado, apesar de já estar em idade madura e bem plantado em suas idéias, somente o mundo acadêmico o conhecia.

Em 1957, passava dos 80 anos de idade, seus seguidores estavam um pouco ansiosos em relação a uma biografia. Concluiram até que a melhor pessoa para ajudá-lo nessa tarefa seria Aniela Jaffé. Mas Jung não queria nem biografia, nem autobiografia nos modelos padronizados. Resolveu que faria gravações e Aniela as transcreveria. No entanto, às vezes ele mesmo escrevia, principalmente sobre a infância e depois discutia com ela. Acertaram uma tarde semanal para este trabalho.

Foi logo depois disso que aconteceu a entrevista a John Freeman para a BBC, de Londres. E o mundo viu Jung no programa Face to Face (Face a Face) falando em inglês. A frase mais conhecida e mais discutida foi dita nesse dia, quando Freman lhe perguntou sobre acreditar em Deus e ele disse que não precisava acreditar... " I know" (eu sei). É tão simples e tão profundo ou inimaginável ou até atrevimento, alguém dizer: eu não preciso acreditar porque eu sei que Deus existe.
E tava ele lá na telinha, na sala de gente que nem imaginava quem seria aquele homem, já de bastante idade, olhinhos brilhantes.

Assim Jung começou a ser conhecido.

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