Nem todo artista expressa o espiritual. Às vezes a veia artística é obstruída por miasmas (grudes energéticos) que levam ao sombrio e até a depressão. Por quê? O artista nasce com um canal de sensibilidade mais aberto, por isso a arte sempre revela os movimentos de mudança, antecedendo os fatos históricos.
MAS, quero iniciar uma série de postagens sobre um artista que além de ter sido um canal límpido para o seu tempo, trouxe em sua obra o espiritual, com consciência de seu valor e missão. Assim é Wassily Kandinsky.
Em 1999 vi uma exposição de parte de suas obras no Royal Academy of Arts, em Londres. Até então não sabia da presença do espiritual na obra do artista e descobri, ali, sentindo a energia que emanava de seus quadros. Depois li de sua prórpia pena "Ponto e Linha Sobre Plano", com o subtítulo: "Contribuição à análise dos elementos da pintura", editora Martins Fontes. Buscava o filósofo e, mais que isso, descobri o homem harmonizado, pronto para nos tomar pela mão e conduzir a patamares mais altos.
Kandinsky nasceu no dia 16 de dezembro de 1866, em Moscou, Rússia, às 05h58.
Apesar do Ascendente a 25 graus de Escorpião, é Sagitário que fala alto na primeira casa, ocupando quase todo o espaço, com a presença de Sol, Mercúrio e Vênus. Uma personalida ígnea, que soube abrir para a intuição.
Na verdade, o Sol (a 24 de Sagitário) já faz conjunção com a segunda casa.
No meio do Céu, Leão. Em conjunção com a cúspide da quarta casa, Kíron. E foi mexendo-se em suas raízes que curou a si mesmo. Saiu de sua terra e foi buscar a arte.
Aos 30 anos, com Urano cruzando o Ascendente, depois de ter passado por Saturno natal, que saía de sua primeira revolução, Kandinsky vai para Munique estudar pintura. Não é um trânsito fácil, mas a experiência do artista mostra como tudo depende do quanto estamos disponíveis às mudanças para que tudo corra bem.
Já vi muita gente chorando e se descabelando quando Urano cruza o Ascendente.
Bacana descobrir esse lado de Kandinsky e ver as conexões entre o mapa e o ser humano que ele foi. Sempre sinto algo feliz em mim quando descubro a humanidade no ícone que a mídia construiu. Para mim Kandinsky era simplesmente a imagem de um pintor diante de uma obra e a obra dele me parecia sempre maior do que ele. Assim a imagem dele me foi vendida. Assim eu aceitei comprá-la. Não é mais necessário ser assim.
ResponderExcluirParabéns pelo belo blog, Lou!
Plims, sim, são mais do que necessários em tempos assim, como estes de tantos nãos para o verdadeiro e essencial si.