segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os Limites do Mapa Natal

No último final de semana refletia sobre dizeres do Conde Hermann Keyserling (1880-1946): "Todas as leis do homem interior e da natureza devem ser observadas para que aquilo que é livre possa se expressar sem dificuldade." Enquanto pensava em situações de vida que parecem limites, mas que mostram onde existe algo para ser superado, lembrei-me das tantas gentes que fazem careta diante de quadraturas e oposições na carta natal.

Serão tais aspectos mostras de limites? Ou indicações de que as leis precisam ser cumpridas para libertar-se de algo e poder expressar o ser interior sem dificuldades?
É ruim vivenciar uma quadratura no mapa ou ela existe pra mostar áreas que precisam ser trabalhadas?

Trabalhadas como?
Primeiro pelo autoconhecimento que o Mapa oferece.
Ocasiões propícias? Os trânsitos, progressões, eclipses...
O próprio Conde nasceu sob um aspecto de quadratura entre Marte (a 29 de Leão) e Plutão (a 28 de Touro). E ele viajou para o mais profundo de si mesmo. Poderia ter sido rabujento, brigão e se debatido com superficialidades.

Jung (1875-1961) com o Sol, a 3 de Leão poderia ter se perdido nas brumas de uma quadratura a Netuno (3 de Touro). Ele, porém, trouxe claridade para o estudo do psiquismo que leva aos caminhos do Inconsciente, abrindo janelas para o processo de individuação.

Ao invés de olhar para o mapa natal e perguntar: por que estou com estas restrições, estes limites? Por que estas coisas acontecem comigo?
Reflita: quais os caminhos que as leis cósmicas me proporcionam pra me libertar de padrões arraigados e poder expressar meu ser interior?
Olhe pra seu mapa com outros olhos :-)

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